NO FUTEBOL, TODOS NÓS GANHAMOS. NA GUERRA, TODOS NÓS PERDEMOS.

Todas as semanas, preparamo-nos para o jogo do fim de semana seguinte. Treinadores e jogadores, todos temos as nossas rotinas diárias. Preparar a unidade de treino, o material, o equipamento, verificar se as bolas estão em condições, as fichas de jogo, os coletes, a mala de primeiros socorros, convocatórias, horários, etc… Esta semana, encontramo-nos 3 vezes para treinar. Todas as semanas é sempre assim. São as nossas rotinas. E esta semana não fugiu à regra. Os jogadores divertiram-se com a bola nos pés, driblaram os defesas, realizaram passes curtos e longos, remataram à baliza, fizeram desarmes, sprints, os guarda redes realizaram boas defesas… Preparamo-nos para o jogo do fim de semana.

Os pais, como sempre, acompanhavam os seus filhos para os ver jogar. São as nossas rotinas de sempre. Rotinas boas e saudáveis. Mas no fim de semana, o sentimento era diferente. O pensamento estava no nosso jogo, mas também nas muitas crianças e jovens que, tal como nós, numa outra parte do mundo, não podiam jogar futebol. De certeza, com as mesmas rotinas que as nossas, com o mesmo gosto de praticar futebol e com a mesma alegria que vão para os treinos e se preparam para os jogos. E que estavam impedidos de fazerem o que mais gostam: acordar cedo para jogar, preparar o seu equipamento, as suas chuteiras, fazer golos, realizar defesas, driblar o adversário… No balneário apenas um discurso para o jogadores: aproveitem o jogo e divirtam-se. Que todas as crianças tenham o direito a serem crianças felizes. No Futebol, todos nós ganhamos. Na Guerra, todos nós perdemos.



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